(Verso 1)
Te vejo rindo, sem notar que o meu olhar
Já desenhou um futuro em qualquer lugar.
Eu sei de cor a curva exata do teu riso,
O teu silêncio, o que te tira o juízo.
E cada gesto teu, pra mim, é um sinal
De um amor que só eu sinto ser real.
(Pré-Refrão)
Eu guardei o nosso nome num verso só,
Como quem segura um barco em meio ao pó.
Mas o teu mapa não aponta a minha estrada,
E a minha história por ti, segue guardada.
(Refrão)
É um amor que existe, mas em tempo incerto,
Uma estrela que nasceu no céu errado, perto.
Eu sou a chuva calma na tua primavera,
Mas teu coração de sol outra estação espera.
Eu te amo na verdade que só eu conheço,
E a tua liberdade é o meu maior preço.
O nosso tempo não chegou, e eu sei de um jeito,
Que amar sozinho dói no fundo do peito.
(Verso 2)
Eu aprendi a ver você em toda canção,
Na melodia que não sai do meu refrão.
Eu sigo aqui, no papel de bom amigo,
Escondendo o quanto eu queria estar contigo.
O teu abraço me conforta e me desarma,
Mas a gente não combina as juras da alma.
(Pré-Refrão)
Eu guardei o nosso nome num verso só,
Como quem segura um barco em meio ao pó.
Mas o teu mapa não aponta a minha estrada,
E a minha história por ti, segue guardada.
(Refrão)
É um amor que existe, mas em tempo incerto,
Uma estrela que nasceu no céu errado, perto.
Eu sou a chuva calma na tua primavera,
Mas teu coração de sol outra estação espera.
Eu te amo na verdade que só eu conheço,
E a tua liberdade é o meu maior preço.
O nosso tempo não chegou, e eu sei de um jeito,
Que amar sozinho dói no fundo do peito.
(Ponte)
Se o teu sorriso é a resposta, então eu entendi:
Não é pra ser aqui, não é pra ser em mim.
E mesmo assim, a poesia é não te esquecer,
Mas aceitar que o meu amor não vai te pertencer.
(Final)
(Lá, lá, lá... Ad-lib: Só eu sei...)
...Que amar sozinho dói no fundo do peito.
O nosso tempo não chegou... (Fade out)