(Verso 1)
O dia acorda cinza, garoa na janela
Mas eu levo o guarda-chuva e o óculos de sol
Porque aqui o tempo brinca, vira uma aquarela
Quatro estações num dia, esse é o nosso farol.
Desço a Rua XV, no petit pavé
Onde as flores conversam com quem passa a pé
O Bondinho parado conta histórias de lá
E eu ouço um "bom dia" dito por um piá.
(Pré-Refrão)
Espero no tubo, o vermelhão vai passar
Sentido Centro Cívico, ou lá pro Boqueirão
Na lanchonete da esquina, eu vou parar
Pedir cachorro-quente com duas vinas e pão
É jeito da gente, é tradição e paixão.
(Refrão)
Ah, Curitiba, teu frio me aquece a alma
Tuas ruas limpas me trazem a calma
Da Estufa de vidro que brilha na luz
Ao Pinheiro gigante que ao céu nos conduz.
Cidade Sorriso, de verde e de cor
Curitiba, meu lar, meu cenário, meu amor.
(Verso 2)
Domingo é sagrado, o roteiro é verdade
Polenta e frango em Santa Felicidade
Depois, pra gastar, a gente corre pro parque
No Barigui, a capivara é quem tem o destaque.
Se quer ver o pôr do sol, o Tanguá é o lugar
Ou na Ópera de Arame, pra gente sonhar
Do luxo do Batel à boemia do Largo
Cada canto tem vida, não tem gosto amargo.
(Ponte)
O Olho gigante nos vê lá do alto
Arte moderna que salta do asfalto
Cheiro de pinhão quando o inverno chegar
E um quentão na feirinha pra gente esquentar.
Do Água Verde ao Cajuru, a cidade se abraça
Nesse planalto onde a neblina passa.
(Refrão)
Ah, Curitiba, teu frio me aquece a alma
Tuas ruas limpas me trazem a calma
Da Estufa de vidro que brilha na luz
Ao Pinheiro gigante que ao céu nos conduz.
Cidade Sorriso, de verde e de cor
Curitiba, meu lar, meu cenário, meu amor.
(Outro)
Levo o casaco, pois vai esfriar...
Mas meu coração...
Ah, meu coração não quer se mudar.
Curitiba...
(Fade out com som de chuva suave)