Tô farto de engolir ódio com calma
Tô pronto pra cuspir balas com alma
Cresci entre ratos, virei predador
Agora é tarde demais pra pedir amor
Fiz das ruas minha escola, das punhaladas meu curso
Hoje carrego o silêncio com impulso
O mundo quer guerra? Então toma guerra
Vou fazer barulho até tremer a terra
Tantas vezes calado, agora grito com punho
Tantas vezes no fundo, agora cavo o teu túmulo
Se eu cair, levo nomes comigo
Se eu morrer, deixo sangue no trilho
Cada promessa que ouvi foi uma armadilha
Cada “confia” era só mais uma armadura
Dizem que a raiva mata — e eu tô a sorrir
Porque ao menos morro sem fingir
Não quero paz, quero impacto
Que sintam a minha voz como um acto
De guerra santa, sem religião
Só verdades cuspidas com munição
Ninguém me criou — então não me controlem
Ninguém me salvou — então não me consolem
Hoje é dia de ajustar a conta
E o que eu tenho p’ra dar não se aponta
Isto é o último aviso — sem filtro, sem calma
Ou te proteges, ou levas na alma
Não é ameaça, é profecia
Quem me fodeu, vai pagar em agonia
Isto é o último aviso — e eu não volto atrás
Já perdi demais pra viver em paz
Que venha a polícia, que venha o Estado
Eu sou o caos que vocês criaram
Farto de pedir, agora exijo
Farto de fugir, agora invisto
Num mundo onde bom morre e o mau sobe
Decidi ser o monstro que ninguém pode
Levo nomes tatuados no ódio
Levo feridas onde deviam vir sorrisos
A cidade dorme, eu caminho sem rosto
Com a certeza de que sou o desgosto
Falam de lei? A minha foi quebrada
Quando vi a justiça a rir-se da minha casa
Então levo a justiça à bruta
Com cada linha escrita à ponta da luta
Se este som for censurado, é porque acertei
Se a net cortar, é porque falei
Se a rádio negar, é porque doeu
E se a rua tremer, é porque fui eu
Queimei pontes, cavei fossos
Pra não voltar atrás com os ossos
Já não quero redenção — quero impacto
E que cada verso meu seja um acto
De revolta, de fúria, de sangue no micro
Sem desculpas, sem mimo, sem filtro, sem ciclo
Último aviso — ouve bem este som
É o som de quem já perdeu o perdão
Isto é o último aviso — sem freio, sem cura
Ou sais da frente, ou beijas a sepultura
Isto não é rap, é sentença
E cada linha minha é vingança
Isto é o último aviso — marca no mural
Porque depois disto, já nada é igual
Se achas que isto é teatro ou pose
Espera só até sentires a dose