[Verso 1]
Acordei com o tempo escorrendo na mão
O espelho mostrou mais um grão de ilusão
As memórias batendo na porta fechada
E a alma cansada, de estrada, de nada
Vi amigos sumirem sem deixar adeus
Uns partiram pra longe, outros foram pra Deus
Fiquei aqui contando as batidas do peito
Tentando entender esse mundo tão estreito
[Pré-Refrão]
O relógio não para, a saudade não some
O tempo apaga rosto, mas não apaga o nome
[Refrão]
A vida é poeira no vento,
Um instante, um lamento,
Um riso que passa e não volta mais
É promessa esquecida na estrada,
É chegada, é partida calada
Somos folhas dançando no vendaval
[Verso 2]
Já tentei segurar o que não se segura
Como amor, como tempo, como a alma pura
Mas tudo se vai como a chuva no chão
Molha, marca, evapora… vira solidão
Tem dia que lembro de tudo que fui
E em outros, nem sei pra onde que eu fui
Carrego no peito a leveza e a dor
De saber que viver também cansa o amor
[Pré-Refrão]
E o relógio não para, a saudade não mente
Viver é perder um pedaço da gente
[Refrão]
A vida é poeira no vento,
Um instante, um lamento,
Um riso que passa e não volta mais
É promessa esquecida na estrada,
É chegada, é partida calada
Somos folhas dançando no vendaval
[Ponte]
Então me abrace agora, como se fosse o fim
Porque amanhã pode não ter mais "enfim"
Seja leve, seja chama, seja verdadeiro
Enquanto houver tempo, se entregue inteiro
[Refrão Final]
A vida é poeira no vento,
Um silêncio violento,
Um grito que ecoa e some no cais
É memória perdida na alma,
É tempestade que chega com calma
Somos sonhos que o tempo desfaz