[Verso 1]
Acordo, a manhã já me chama,
Barriga ronca, drama na cama.
O café aquece, mas a mente esfria,
E no horizonte, o trono me guia.
Cocó filosófico, pergunto ao destino,
Porquê tanta pressa neste intestino?
Cada flush é um poema que vai,
Na corrente, memórias do que foi pai.
[Refrão]
Cocó, cocó, a vida é assim,
Um ciclo, do prato até ao fim.
Cocó, cocó, é só deixar ir,
Na sanita, onde tudo há-de fluir.
[Verso 2]
Feijão e bacalhau, combo explosivo,
À tarde o meu corpo já tá no activo.
Sinais de alarme, o tempo a correr,
Corrida ao WC, não posso perder.
Reflexões profundas no azulejo frio,
Onde o rei se senta, num trono vazio.
Quem nunca pensou, enquanto empurrava,
Na vida e nos sonhos que o tempo lavava?
[Refrão]
Cocó, cocó, a vida é assim,
Um ciclo, do prato até ao fim.
Cocó, cocó, é só deixar ir,
Na sanita, onde tudo há-de fluir.