[Intro – spoken, very soft]
Seis da manhã…
o fogo ainda aceso…
(e eu… vazio)
[Verse 1]
Às seis da manhã, a chama treme
A casa sabe o que eu calei
Tem retratos virados na estante
Coisas que eu nunca superei
O calor não alcança a alma
Só ilumina o chão vazio
O que era abrigo virou peso
E amar… virou frio
[Chorus]
Às seis da manhã, tudo queima
Mas por dentro é escuridão
O fogo consome a memória
E sobra cinza no coração
Às seis da manhã, eu sozinho
Com promessas que não voltam mais
O que você chamou de sempre
Terminou cedo demais
[Verse 2]
Caminhei sem sentir os pés
Entre restos do que sobrou
Cada passo cortava fundo
Mas eu fingia que não doeu
Eu pedi pra você ficar
Mesmo vendo você partir
Algumas perdas não fazem barulho
Só ensinam a desistir
[Bridge – almost spoken]
Eu disse que aguentei…
(pause)
…mas eu menti
Eu ainda falo com você
No silêncio da casa vazia
O pior não foi você ir
Foi eu ainda esperar todo dia
Eu te soltei…
eu te soltei…
mas não me soltei de você
[Final Chorus]
Às seis da manhã, eu te solto
Não por força, mas por cansaço
O que sobrou de mim ficou
Espalhado nos seus passos
Às seis da manhã, só o vazio
Senta comigo no sofá
Você foi chama por um instante
Depois… só fumaça no ar
[Outro – whispered]
Seis da manhã…
o fogo apagou…
a casa ainda está quente…
mas sem você.