(batida de cumbia leve, instrumentos latinos, palmas ao fundo)
[Camilo – verso 1]
Às vezes acordo e nem sei direito
Qual versão de mim vai sair no peito
Um sorriso largo, ou um cara sério
Eu mudo tudo… mas será que eu me enxergo?
Troco o rosto, troco o jeito
Troco até meu andar
Mas quando todo mundo muda
Quem é que eu vou representar?
[Pré-refrão]
E eu brinco, eu danço, eu causo, eu viro
Mas no fundo eu só respiro
Tentando achar meu ritmo
Nesse dom tão divertido—
[Refrão]
Quem sou eu hoje?
Quem eu vou ser agora?
Eu posso ser mil rostos
Mas qual deles me aflora?
Eu posso fazer rir
Posso surpreender
Mas, ei, família, deixa eu descobrir
Quem eu quero ser!
[Camilo – verso 2]
A Isabela é perfeita, a Luísa é fortaleza
A Dolores tudo escuta, e eu sou… a incerteza?
Mas eu tento, juro que tento
Ser útil a toda hora
Se alguém precisa de um Madrigal
Eu viro quem ele adora
Transformo o medo, transformo o caos
Transformo até o humor
Mas… às vezes eu só queria
Ser visto com meu valor
[Pré-refrão]
E eu brinco, eu pulo, eu giro, eu miro
Mas no fundo eu só respiro
Procurando ali comigo
O meu próprio destino—
[Refrão]
Quem sou eu hoje?
Quem eu vou ser agora?
Eu posso ser mil rostos
Mas qual deles me aflora?
Eu posso fazer rir
Posso surpreender
Mas, ei, família, deixa eu descobrir
Quem eu quero ser!
[Ponte – Camilo mais sincero, mais suave]
Talvez meu dom seja grande
Ou talvez eu que complique
Porque pra achar quem eu sou
Não tem truque, não tem clique
É só olhar pro espelho
Sem truques dessa vez
E dizer com um sorriso:
"Camilo, você tá de parabéns."
[Refrão final – mais grandioso]
Quem sou eu hoje?
Eu tô pronto pra saber
Talvez eu mude sempre
Mas ainda posso crescer
Se eu posso transformar
O mundo ao meu redor
Também posso transformar
A mim… e ser bem melhor!
[Final – brincalhão]
Quem sou eu hoje?
Calma aí que eu vou ver…
—Camilo vira outro membro da família e pisca—
Ah, é só o Camilo… prazer!