O Estado assina o decreto da morte Eles ditam as regras para os seus Querem apagar nossa história à força Mas a nossa raiz é mais forte que o fogo...
Refrão)Ah, é a ordem dos opressores!O governo ignorando as dores Tentando parar quem nasceu dessa terra!Ah, mas na memória de Barra Velha O fogo queimou, mas não nos calou O Pataxó resiste onde o sangue jorrou!
Em mil novecentos e cinquenta e umA farda do Estado trouxe o terrorCercaram a aldeia, queimaram as ocasEspalhando o pranto, a morte e a dorO governo queria sumir com o PataxóLimpar o terreno, roubar o lugarMas esqueceram que cinza vira sementeE a Aldeia Mãe não vai se curvar!
O sangue indígena manchou o chãoE o irmão negro sentiu a ferida Duas histórias de escravidão e massacre Unidas na luta pela própria vidaO marca se juntou ao tambor de criou la Na mesma trincheira contra o opressor O quilombo e a aldeia guardam a honra Nenhum capitão vai ser nosso senhor!
Refrão)Ah, é a ordem dos opressores!O governo ignorando as doresTentando parar quem nasceu dessa terra! Ah, mas na memória de Barra VelhaO fogo queimou, mas não nos calouO Pataxó resiste onde o sangue jorrou!
Tentaram parar o povo da mata Com bala, com fogo, com lei de papel Mas Niamissū guia os nossos passosE os Encantados vigiam do céu!A fumaça de cinquenta e um subiu Mas a nossa força nunca caiu Barra Velha é nossa, é chão sagradoO povo Pataxó não vai ser silenciado!
Eles tentaram nos parar...Mas nós somos a própria terra.O fogo passa.A resistência Pataxó fica.Niamissū é Deus, a nossa força.