

Prompt / Lyrics
Olha no retrovisor Diz pra mim o que você vê? Eu vejo poeira, vejo calo na mão... Mas vejo um brilho que ninguém conseguiu apagar. É o som da vitória batendo na porta do barraco. Fé em Deus, sempre. O despertador era o sol batendo na lona preta Onde o frio entrava sem pedir licença, sem etiqueta. Chinelo de dedo gasto, o chão de terra batida E um moleque com um sonho maior que a própria vida. Eu vi o café faltar, vi a goteira cair no prato Mas a esperança nunca foi um bicho do mato. Mochila nas costas, o rádio de pilha na mão Ouvindo as rimas que um dia seriam minha missão. O mundo dizia "não", o sistema dizia "para" Mas o destino não conhece a força dessa cara. Deixei o balde de massa, deixei a colher de pedreiro Pra construir um castelo onde eu sou o herdeiro. A poeira do canteiro ainda tá no meu pulmão Mas hoje o ouro brilha no peito do campeão. Eu vim da lona pro palco, do barro pro brilho Mostrando pro mundo que o céu é o trilho! Mãe, seca esse rosto, a casa nova chegou O filho da obra o mundo inteiro escutou! É garra, é fé, é o plano de Deus O que era humilhação, hoje é troféu pros meus! Lembra do perrengue? Do ônibus lotado às cinco? Daquele que riu quando eu disse que o sucesso era instinto? A mão suja de cal, o ombro gasto de carregar cimento Cada tijolo erguido era um degrau pro meu momento. A mídia hoje liga, o flash hoje me encontra Mas não esqueci de quem somava quando eu não tinha conta. O mundo é louco, neguin, te julga pelo que cê tem Mas esquece que o valor vem de onde a alma se mantém. Fiz da necessidade minha maior ferramenta E quem planta com lágrima, no sorriso se alimenta. Dá um abraço na coroa, diz que o sofrimento acabou. Que aquele barraco de lona o vento não levou... Ele virou alicerce, virou história de superação. Obrigado, meu Deus, por guiar minha mão. Hoje o asfalto é meu, o Civic ou a nave do ano Não é ostentação vazia, é a glória de um plano. É pra mostrar pro moleque que tá lá na favela agora Que a luz da vitória também tem a sua hora. Não solta a marreta, mas não solta o microfone Trabalha em silêncio pro mundo gravar seu nome. Da obra pro topo, da lama pro diamante Com Deus na frente, eu sigo sempre adiante. Eu vim da lona pro palco, do barro pro brilho Mostrando pro mundo que o céu é o trilho! Mãe, seca esse rosto, a casa nova chegou O filho da obra o mundo inteiro escutou! É garra, é fé, é o plano de Deus O que era humilhação, hoje é troféu pros meus! É, família… O sonho não morreu, jão. Ele só tava esperando a hora certa de acordar. Deus é justo. Acredita no seu, que o resto Ele faz.
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Hip hop trap Batida grave, melódica, com sintetizadores espaciais Voz com reverb, male
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No
1/2/2026