Já fui soldado de um sonho que não me coube mais
Dei murro em ponta de prova, vivi meus temporais
Reprovei, mas não falhei — porque eu continuo aqui
A força de um homem não tá no aplauso, tá em não desistir
Já quis farda, já quis um lugar pra servir
Hoje visto cicatriz, mas não deixei de insistir
Mesmo sem norte, continuo a remar
Tem algo em mim que não aprendeu a parar
Pode não ter o brilho de antes no olhar
Mas ainda tem fogo pronto pra reacender e lutar
Agora é cabo de rede, teclado no lugar da missão
Mas cada linha que eu digito é também superação
Tecnologia ou tropa, eu ainda tô construindo
Um futuro que talvez, agora, seja só meu destino
E se um dia eu pensei que era o fim
Aprendi que o fim é só outro começo em mim
Não sou menos guerreiro por mudar de caminho
Sou mais valente por seguir mesmo sozinho
Mesmo sem norte, continuo a remar
Tem algo em mim que não aprendeu a parar
Pode não ter o brilho de antes no olhar
Mas ainda tem fogo pronto pra reacender e lutar
e mesmo sem mapa, sigo direção
com a coragem guiando a minha mão
cada passo é caminho, mesmo que lento
não sou aquele que desiste, sou aquele que está em movimento.
enquanto houver sonho, ainda é recomeço.