O chão rachou sob meus pés
O verde virou cicatriz
Territórios tomados na força
Enquanto o silêncio dizia “resiste”
Daniel encara o horizonte
Com a lama subindo ao joelho
Cada palmo perdido é memória
Cada queda forjou meu peito
O SOMBRA veio como praga
Espalhando medo e ilusão
Lacaios marchando em coro
BJ, Dudeka, sem visão
E no topo da colina
O lendário General L
Com bandeiras de arrogância
Jurando me ver cair também
Mas terra não esquece raízes
E sangue vira adubo no chão
Quem pensa que venceu na guerra
Nunca entendeu ressurreição
O gramado do Daniel sangra
Mas não vai morrer aqui
Cada perda vira ódio
Cada ódio me faz crescer, eu resisti
Tomaram terras, queimaram sonhos
Mas não tocaram minha fé
O divino se reconstrói na dor
E volta mais forte do que é
Eles riram da devastação
Chamaram ruína de final
Mas não viram no subsolo
O verde quebrando o metal
Enquanto SOMBRA gritava vitória
Sobre um trono artificial
Eu regava o chão com promessa
De um retorno brutal
BJ fala, Dudeka ecoa
Vozes ocas na multidão
General L calcula a queda
Como se eu fosse só um peão
Mas esse campo é maldito
Pra quem pisa sem coração
Aqui o fraco vira forte
E o forte aprende humilhação
Não é sobre likes ou domínio
É sobre não se vender
Quem tenta matar o divino
Só ensina ele a crescer
O gramado do Daniel sangra
Mas começa a florescer
Cada raiz atravessa o concreto
Que vocês tentaram erguer
Perdi espaço, perdi terreno
Mas ganhei visão além
Porque quem cai no próprio inferno
Volta rei quando volta também
Pode vir com exército
Pode vir com reputação
Aqui o solo escolhe lados
E rejeita a corrupção
Vocês tomam, vocês consomem
Depois partem pro próximo chão
Eu fico, eu planto, eu espero
Até virar maldição
O gramado cresce na fúria
Na dor, no suor, na traição
SOMBRA, seus lacaios e generais
Não quebram essa fundação
O divino não pede permissão
Ele retorna quando quer
E quando o verde tomar tudo
Vocês vão lembrar quem é Daniel
Não foi o fim.
Foi o ciclo.
E o gramado…
Nunca esteve tão vivo.