Ainda me lembro de você passando apressado e perguntando as horas: 10 para a 1, 10 para a 1, esta é a hora, este é o momento. Você passou de novo e perguntou, foi assim que nosso amor começou, dez minutos, 10 minutos para nos conhecermos, para você dizer seu nome, por favor. Na sua pressa, por favor, não me apresse, porque tudo o que posso fazer é esperar, desejando que este amor dure para sempre. Esse afeto, que você diz ser inestimável, começo, meio e fim, acabou, o fim do nosso amor chegou. O que eu não quero é ficar para trás, para mim tanto faz, o tempo não volta. Véu do tempo, o véu que você rasgou, meias de seda e luvas de couro, o couro do altar que não quer mais ouvir, o anel do nosso amor, que você jogou para o alto, cara ou coroa, que volte, que o destino fale por si. O tempo cura tudo, até o meu sofrimento. Tempo que você pediu, tempo que me desconectou. Véu do tempo, o véu que você rasgou... meias de seda e luvas de couro, o couro do altar que não quer mais ouvir... que você não quer mais ouvir... Véu do tempo, o véu que você rasgou, meias de seda e luvas de couro, o couro do altar que não quer mais ouvir, o couro do altar que não quer mais ouvir... Você se lembra, amor? De como nos conhecemos, que foi o tempo que não nos conectou... (É engraçado, é cômico, agora você está me pedindo tempo, mas tudo bem, o tempo que curou minha solidão naquele dia também curará meu sofrimento.)