[Verse 1]
A morte veio
Sentou ao meu lado
Trouxe silêncio
Café sem açúcar
Disse “senta
Hoje tem sessão”
Minha vida inteira em quatro atos
(Refrão)
Obrigado, morte, por me tirar desta vida!
Por ser o curativo na carne ferida
Vem dançar comigo nesta tempestade
Onde a chuva é o sangue da minha liberdade!
Ooh, sob os raios que cospem o fogo do céu
Tu és a rainha e eu sou o teu fiel
Entre trovões que estremecem o chão
Eu te entrego as cinzas do meu coração
Primeiro ato
Eu correndo atrasado
Beijo perdido
Promessa rasgada
Minha mãe rindo na sala pequena
Eu fugindo do que mais amava
[Chorus]
A morte veio me convidar
Pra assistir tudo que deixei passar
Cada escolha
Cada porta que eu fechei
A morte veio
Mas quem chorou fui eu
[Verse 2]
Segundo ato
Fumaça no peito
Um quarto estranho
Janela trancada
Os amigos indo
Eu ficando
Me escondendo dentro da garrafa
Terceiro ato
Você na calçada
Olho marejado
Chave na mão
Eu calando tudo que importava
Cuspindo orgulho
Engolindo o perdão
[Chorus]
A morte veio me convidar
Pra assistir tudo que deixei passar
Cada palavra que eu calei por medo
A morte veio
Mas quem morreu fui eu por dentro
(Refrão)
Obrigado, morte, por me tirar desta vida!
Por ser o curativo na carne ferida
Vem dançar comigo nesta tempestade
Onde a chuva é o sangue da minha liberdade!
Ooh, sob os raios que cospem o fogo do céu
Tu és a rainha e eu sou o teu fiel
Entre trovões que estremecem o chão
Eu te entrego as cinzas do meu coração
[Bridge]
Quarto ato
Tela escurecendo
Só eu e ela no reflexo do vidro
“E aí
Valeu a pena?” ela pergunta
E eu respondo com um suspiro
“Se eu voltar
Me empresta mais tempo?
Me deixa errar
Mas não fugir?”
Ela sorri
Estranho e sereno
“Você só lembra de viver quando me vê aqui”
[Chorus]
A morte veio me convidar
Pra reaprender o que é respirar
Se hoje eu tremo
Amanhã eu tento
A morte veio
Mas eu aceito o momento
A morte veio me convidar
Não pra partir
Pra despertar
Se cada ato teve gosto de adeus
No quinto ato
Eu escolho ser eu (hey)
(Refrão)
Obrigado, morte, por me tirar desta vida!
Por ser o curativo na carne ferida
Vem dançar comigo nesta tempestade
Onde a chuva é o sangue da minha liberdade!
Ooh, sob os raios que cospem o fogo do céu
Tu és a rainha e eu sou o teu fiel
Entre trovões que estremecem o chão
Eu te entrego as cinzas do meu coração