Título: O Que a Traça Não Corrói
(Verso 1)
O homem levanta torres tentando tocar o céu
Desenha o seu império em folhas de papel
Trabalha o dia inteiro, esquece de viver
Buscando no terrena o que o faz crescer
Mas a alma continua com sede de algo mais
Ouro não compra o sono, prata não traz a paz.
(Pré-Refrão)
Pois que adianta ao homem o mundo inteiro ganhar
Se no final da estrada a própria vida entregar?
As mãos que hoje apertam o brilho desse chão
São as mesmas que partem sem levar nada na mão.
(Refrão)
A ganância é um abismo, um copo que nunca enche
É um vento que sopra e o vazio não preenche
Mas eu olho pro alto, pro meu verdadeiro lar
Onde o ladrão não rouba e a traça não pode entrar
Meu tesouro é o Reino, minha herança é a cruz
A riqueza desse mundo não apaga a minha luz.
(Verso 2)
O solo está cansado de tanto ver o "meu"
O homem se esqueceu que tudo o que tem é de Deus
Trocou a caridade pelo lucro e pela glória
Mas o tempo é um rio que apaga essa história
Melhor é ser pequeno e ter o coração fiel
Do que ser um gigante e não ter lugar no céu.
(Ponte)
Ouro passa, ferro enferruja
A vaidade é uma roupa que se suja
Só o amor permanece, só a fé vai ficar
Quando o Dono da Vida vier nos buscar.
(Final)
Não junte tesouros onde o tempo desfaz
Junte a mansidão, a justiça e a paz.
O que a traça não corrói... é o que a alma satisfaz.