Lá onde a casa é ninho, porto seguro,
Onde o olhar estranho não encontra muro.
A casa da bolha, abrigo pra quem passa,
Sem julgamento, só aceitação e graça.
Mundo imaginário, refúgio que se cria,
Divertido e estranho, onde a alma confia.
Ruídos abafados, o coração resiste,
Neste lar aconchegante, a dor não persiste.
O som que machuca, não entra mais aqui,
Coração remendado, aprendendo a persistir.
Grande e inabalável, essa morada se ergue,
Longe dos ecos que a alma não merece.
E se a sombra tentar cruzar a soleira,
Encontra a luz acesa, a força verdadeira.
Pois cada tijolo, um afeto sincero,
Construindo um mundo onde a gente é inteiro.
Mundo imaginário, refúgio que se cria,
Divertido e estranho, onde a alma confia.
Ruídos abafados, o coração resiste,
Neste lar aconchegante, a dor não persiste.
Ainda há caminho, mas o passo é sereno,
Neste grande lar, o futuro é ameno.
A bolha protege, o aconchego é total,
Um doce refúgio, um bem essencial.
Lá fora o tempo corre, a vida se apressa,
Aqui dentro a calma, que nunca me deixa.
A chave está na mão, é só saber voltar,
Para a casa da bolha, o meu lugar.
O meu lugar...
A bolha é o lar.