[Verso 1]
Gritar, gritar até a garganta secar,
No espelho vejo a ferida, não quer cicatrizar.
Cada lembrança é punhal que insiste em voltar,
Tua sombra na parede não para de me cutucar.
[Pré-Refrão]
Quisera apagar teu nome do chão,
Mas o ódio só me dá mais tensão.
Vou guardando a fúria como munição —
Tudo tem seu tempo, sua contradição.
[Refrão]
Gritar, gritar com raiva até cair,
Mas sei que o destino vai fazer o que eu não quis.
Não te perdoo, não te esqueço, seu canalha — senti,
Tudo tem seu tempo, tudo vai se abrir.
[Verso 2]
No silêncio eu invento mil castigos pra você,
No sonho eu queimo o que restou do nosso talvez.
Tento ser sombra, tento não ceder,
Mas a vida cobra custo e eu preciso viver.
[Pré-Refrão]
A paciência é faca que corta devagar,
Quem planta mentira vai ter de colher no olhar.
Guardei teu nome numa caixa pra lembrar —
Tudo tem seu tempo, nada vai escapar.
[Refrão]
Gritar, gritar com raiva até cair,
Mas sei que o destino vai fazer o que eu não quis.
Não te perdoo, não te esqueço, seu canalha — senti,
Tudo tem seu tempo, tudo vai se abrir.
[Ponte / Solo]
(Instrumental — solo de guitarra elétrico com emoção — 20–30s)
Depois: voz quase sussurrada:
Eu contei noites pro relógio me responder,
Cada segundo escrito em fogo pra não me perder.
Se o mundo fecha portas, eu abro o meu sofrer —
Mas tua queda eu deixo pro vento resolver.
[Refrão — variação]
Gritar, gritar (mais forte) — até rasgar,
A voz que eu tenho é prova do meu lutar.
Não te perdoo, não te esqueço — teu nome a queimar,
Tudo tem seu tempo, eu sei esperar.
[Final / Coda]
Gritar uma última vez, soltar o sal da dor,
A raiva vira história, a história vira cor.
Não te esqueço, seu canalha — isso é meu furor,
Mas o tempo faz justiça, e eu sigo meu amor