Garoto choroso sai pra aventurar
Maldito, Ceifeiro! os seus entes os colheram
Sorrindo a beça por caçar um sabiá
Volta pulando contar as novidades
Mal sabia o que estava por vim
O sol já dormindo, as nuvens entre estrelas
Cerca no pasto ainda não concertava
Cheiro de queimado o sentia de longe
Aberta a porta, o silêncio gritava
Dando os passos, ninguém o respondeu
Três corpos deitados, todos ensanguentados
As moças sem roupas, o pai degolado
A casa de palha começa a fumaçar
Sem tempo para o luto, sai correndo do lar
Ao lado de fora, começa a se culpar
Se eu não tivesse ido, talvez os protegesse
Se eu treinasse mais, talvez estivessem aqui
Se eu fosse um filho forte, talvez os desse orgulho
Se eu....Se eu.... Se eu..... Ahhhhhhhh se eu
Maldito quem que seja, eu irei lhe caçar
Diante das mordidas, suas visceras irei tirar
A sua retina irá presenciar
O MAIOR HOLOCAUSTO DE UM HOMEM SÓ
SEUS JOELHOS SE DOBRARÃO, DIANTE DO REI
E DA MINHA ESPADAAAAAAAAAAAAA
AAAAAAAAA...AAAAAAAAA.AAAA.....
Bravo guerreiro vagando entre províncias
distante de onde veio, passando entre ravinas
Entrando em cavernas e matando dragões
Escalando montanhas, uma cidade à vista
Que homem sujo é esse na terra de Godoy
De onde ele veio? será um estrangeiro ?
que vestes são essas, parece do oriente
Carregando uma espada ao seu lado esquerdo
Junto ao cantil do lado direito
Sem fardo, sem bolsa, sem o ninguém ao acompanhar
Moças interessadas começam a cochichar
Crianças curiosas então se aproximam
Fazem perguntas e querem saber mais
O nobre guerreiro então faz uma pergunta
Uma criança aponta o dedo para o norte
E nessa direção o tal homem caminha
Entra em um bar e por todos é notado
Povos conversando, rindo e bebendo
Mostra um cartaz para o dono de lá
diz que tal homem já não existe mais
Fazia tempo que tinha falecido
Diante do ocorrido, o seu mundo desabou
Em frente da estrada; qual rumo irei seguir ?
Pra onde vou? Pra onde deixei de ir?
Já não sei quem sou, afinal quem eu era?
Sobe o precipício, então se questiona
Olha para o céu e vê um lindo azul
Olha para baixo, e não vê nada
Um vazio imensurável, escuro, frio, sem cor
A morte o chama, parece tão graciosa
Com um lindo par de seios nua o convidando
Não sirvo para nada, a decisão está tomada
Se joga lá de cima e a cabeça é a primeira a ser atingida , quebram todas suas costelas, como quebram toda sua esperança, tiraram suas pernas como quem tira seu desejo de viver
Soldado valente no fundo do abismo
Com fome , com sede sem poder se mexer
Suas últimas lembranças, o abraço da sua mãe
Visão embaçada, cada vez mais escura
Olhos sem força para se segurar
Então a cortina da vida , COMEÇA A SE FECHARRRRRRRRRR