À casa está calma a noite é longa um manto
Mas há um sentinela de preto que mora no escuro.
Ele não traz pranto, nem traz nenhum espanto.
Apenas me espreita de cima do muro
Dizem que que é alma do antigo morador
Outros dizem que é enviado pelo vizinho, que vagueia buscando calo
Olhos dele brilham no escuro
Há um mistério antigo de pessoas suspensos.
Verso 2
Ele não tem horas, não tem calendário, mas piora quando sai salário.
Aparece na telha, na minha janela até na viga
É como um fantasma num ritual diário
Que mia baixinho e as vezes alto, parece pessoa chorando rompendo o dia.
Minha mãe dizia que bicho assim guarda segredo do princípio ao fim
E sinto no peito ser verdade
Refrão final
Gato feiticeiro que mia na minha janela,
Não tem noite não tem dia sucaaa gato que brilha no escuro.
Que dor mora nele?
Sucaaa gato feiticeiro que brilha no escuro
Ele mia tão alto que o peito aperta
Como se quisesse o passado chamar
Sucaaa meu velho vizinho, quem foi que ti de ou sozinho.
Mitó Gama produções.