[Verse]
Na fumaça do jazz, teus olhos são farol
Noite crua, pele nua, no escuro vira sol
Minha voz tropeça, mas o coração afiado
Teu sorriso, meu refúgio, meu verso improvisado
Dedo desliza no vinil, girando a canção
Teu toque, meu hino, vibra a pulsação
Sussurro de tempestade, no teu abraço eu caibo
No calor do teu peito, meu porto, meu cais
[Chorus]
Você é o blues no meu trap, melodia que cura
Entre batidas e cordas, minha alma segura
Diz pra mim, diz pra mim, que o tempo parou
Porque no som do teu riso, meu amor ecoou
[Verse 2]
Teu cabelo dança no vento, quadro impressionista
Cores que não cabem numa paleta realista
No caos da cidade, teu perfume é calmaria
Teu beijo, meu templo, minha liturgia
As ruas sabem teu nome, gritam sem voz
A lua espia, cúmplice de nós
Em cada esquina, teu rastro, teu brilho
Na galáxia do teu corpo, sou um eterno andarilho
[Bridge]
Duas almas que rimam, sinfonia no ar
Nosso amor, graffiti que ninguém vai apagar
Do piano ao beat, no escuro e na luz
Você é meu refrão, meu trap, meu blues