(Verso 1)
O despertador toca, o café já arrefeceu
Tu sais por uma porta, a outra cruzo eu
Entre turnos e cansaço, o silêncio instalou-se
E aquela luz de outrora, aos poucos apagou-se
Onde é que nos perdemos, no meio do dever?
Com tanto para dar, esquecemo-nos de ser.
(Pré-Refrão)
Mas olho para o lado e vejo o nosso filho a sorrir
É o laço que nos prende, o que nos impede de cair
As mágoas foram muros, mas o amor é o cinzel
Estamos a desenhar um novo céu no mesmo papel.
(Refrão)
Estamos a construir, tijolo a tijolo
A aprender de novo o peso de um colo
Não é perfeito, mas é o nosso chão
Limpamos as feridas com a palma da mão
A vida a dois é um verbo que se aprende a conjugar
Depois da tempestade, estamos a voltar a amar.
(Verso 2)
Já não é como antes, agora é mais real
Sem filtros, sem brilhos, amor fundamental
Trabalhamos no mundo, mas lutamos por nós
Já não temos medo de usar a nossa voz
Para dizer que dói, para pedir perdão
Para dar ao cansaço uma nova direção.
(Ponte)
O que a vida partiu, a gente cola com calma
O suor do rosto não apaga o que vai na alma
Um dia de cada vez, sem pressa de chegar
Onde houve cinzas, o fogo volta a brilhar.
(Refrão Final)
Estamos a construir, tijolo a tijolo
A aprender de novo o peso de um colo
Não é perfeito, mas é o nosso chão
Limpamos as feridas com a palma da mão
A vida a dois é um verbo que se aprende a conjugar
Depois da tempestade, estamos a voltar a amar.
(Outro)
Um passo hoje...
Outro amanhã...
Nós estamos aqui.