[Intro]
Eles falam de pista como se soubessem guiar
Mas confundem clutch com clutching no bar
Aqui a embraiagem é mental, a travagem é moral
E quem passa no vermelho sou eu... sempre que o mundo me quer parar
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[Verso 1]
Na pista da vida, não há rotundas — só cruzamentos fodidos
Ou atropelas o sistema ou ficas deitado entre os fodidos
Vi putos com sonhos e estômagos vazios
Hoje são lendas em becos, sem verso nem bios
A pista não perdoa, é tipo travão partido
Quem sonha com céu morre com o chão como abrigo
Tu falas de hype, eu de perder um amigo
Enquanto tu compras drip, eu cavo um jazigo
Falam de peso? O meu vem no olhar
Versos sujos como a biqueira a arrastar
Não sou do vosso mundo nem quero entrar
Enquanto vos vestem a farda, eu cuspo pra não marchar
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[Hook]
Na pista, com olhos de aço e palavras de vidro
Com o punho no peito e os dentes no risco
Palavrões saem quentes, tipo soco bem dado
Com lirismo de faca, deixo o beat esfaqueado
Na pista, boy, isto é sobrevivência
Não há GPS pra sair da demência
Cada verso é um grito, cada rima uma sentença
Drill com cérebro, não com aparência
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[Verso 2]
Cada racha no chão é um nome riscado
E cada flor na valeta é um choro abafado
A rua não fala — cospe sinais
Se não percebes o código, tás fodido nos finais
Tu corres do nada, eu corro com tudo
Páro-te o flow com um dedo, tipo mudo
Tu rimas a rir? Eu rimo cuspindo sangue
Enquanto assinas contratos, eu rasgo a gangue
Teu pai era um marco? O meu era ausente
E mesmo assim fiz da dor um presente
Tu falas de bancos? Eu falo de falência
E o teu som vale menos que a tua consciência
Grita que és real, mas és só aparência
Tens brilho de longe, mas falhas na essência
Eu causo abalo, nem preciso de corte
Cada verso meu é um reset no teu norte
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[Hook]
Na pista, com olhos de aço e palavras de vidro
Com o punho no peito e os dentes no risco
Palavrões saem quentes, tipo soco bem dado
Com lirismo de faca, deixo o beat esfaqueado
Na pista, boy, isto é sobrevivência
Não há GPS pra sair da demência
Cada verso é um grito, cada rima uma sentença
Drill com cérebro, não com aparência
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[Verso Final]
Tô no ringue com as palavras, meto vírgulas a sangrar
Cada barra é uma verdade que te pode enterrar
Faço corações bater com batidas em loop
Tu fazes views, mas a tua alma tá mute
Sou o espinho da rosa que a tua dama cheira
Sou o degrau onde tropeças na tua própria beira
Cuspo barras que o padre não lê
Versos pesam mais do que a tua fé
Meto Deus em dúvida e o Diabo a escrever
E tu, boy? Só sabes aparecer
Rimas vazias, tipo letra de lei
Eu faço arte onde tu só vês display
‘Tou na pista, sem buzz, sem feat, sem clickbait
Mas a verdade anda comigo — sem likes, mas com hate
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[Fim]
Na pista… não se conduz com pressa
Conduz-se com raiva
E cada linha que solto,
É mais um que trava