cadeira vazia na mesa do jantar
Era um silêncio que eu tentava interpretar
Cresci contando os passos de quem nunca chegou
Perguntando ao tempo onde o laço se quebrou
Olhava pros lados buscando um espelho, um sinal
De que a falta de um pai não era um erro fatal.
(Pré-Refrão)
Eu tentei entender o que eu fiz de errado
Pra carregar esse vácuo do lado esquerdo, guardado
Mas descobri que o abandono é uma escolha de quem vai
E o peso dessa ausência no meu ombro não cai.
(Refrão)
Eu aprendi a ser meu próprio norte, meu próprio cais
Sou o fruto da força que a falta me traz
A vaga no peito eu preenchi com amor próprio e fé
Não sou a sombra de quem não quis ficar de pé
A ausência dele não dita o meu destino
Eu sou o homem (ou mulher) que mudei o meu caminho.
(Verso 2)
Vi minha mãe ser o dobro pra suprir a metade
Enfrentando o mundo com garra e verdade
A dor do "não-estar" se tornou minha escola
Hoje o que me faltava não me descontrola
Eu não preciso do nome pra saber quem eu sou
Eu sou o caminho que o meu pé trilhou.
(Ponte)
Se o seu telefone nunca tocou no seu aniversário
Não deixe que isso vire o seu maior adversário
A falta de um pai é um deserto que a gente atravessa
Pra descobrir que o amor de verdade não tem pressa
E que a família a gente escolhe, a gente cria
Na luz de quem fica e nos traz alegria.
(Refrão Final)
Eu aprendi a ser meu próprio norte, meu próprio cais
Sou o fruto da força que a falta me traz
A vaga no peito eu preenchi com amor próprio e fé
Não sou a sombra de quem não quis ficar de pé
A ausência dele não dita o meu destino
Eu sou a luz que ilumina o meu próprio caminho.