Prompt / Lyrics
Ho ho ho hey hey hey lembrar agora já já Ano cinquenta e cinco, portas se abriram devagar, trabalhadores vieram de longe para ajudar. Promessas de trabalho, de futuro e dignidade, mas muitos viveram presos numa nova realidade. Chegaram do Vietname, de Cuba e Moçambique, mãos prontas para construir, para a fábrica e o aço. Mas longe da família, em quartos frios e fechados, o sonho começou pesado. [Pré-Refrão] Cidades que não queriam ouvir, olhares frios no caminho. Estrangeiro trabalhando todo dia, mas vivendo sempre sozinho. [Refrão] Estrangeiro na DDR, mão forte para trabalhar. Mas quando o dia terminava, quem estava lá para abraçar? Estrangeiro na DDR, história difícil de contar. Entre muros e silêncio, muitos tiveram que suportar. [Verso 2] Contratos duros, vida controlada, moradias separadas do lugar. Amor proibido, filhos escondidos, regras duras para continuar. Alguns sofreram insultos nas ruas, outros silêncio e solidão. Mesmo ajudando a construir fábricas, faltava respeito e proteção. [Pré-Refrão] Trabalhavam noite e dia, construindo uma nação. Mas no coração levavam a saudade e a separação. [Refrão] Estrangeiro na DDR, mão forte para trabalhar. Mas quando o dia terminava, quem estava lá para abraçar? Estrangeiro na DDR, história difícil de contar. Entre muros e silêncio, muitos tiveram que suportar. [Ponte] O ano oitenta e nove chegou, o muro começou a cair. Mas as histórias daqueles anos ainda querem sair. [Final] Que o mundo lembre dessas vidas, que vieram ajudar sem medo. Porque justiça começa quando a verdade deixa o segredo.
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Militant Brazilian rap over tense, minor-key piano loop and deep kick; male vocals spitting urgent, percussive lines in
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No
3/6/2026