

Prompt / Lyrics
Larará, de madrugada... O café esfriou, mas o peito ainda tá quente. A gente tenta se entender, mas o relógio não entende a gente. Olha no meu olho e diz o que você não escreveu Aquelas entrelinhas do que a gente nunca viveu. Cê vem com esse papo de que o mundo é pequeno demais Mas se perde no caminho quando eu te peço um pouco de paz. Eu não sou de cobrar, cê sabe, eu sou de somar Mas cansei de ser o porto pra quem não quer navegar. Minha liberdade tem preço e eu não aceito desconto Tô escrevendo a minha história, e você é só um ponto. E se o vento soprar pro lado de cá, eu vou deixar levar Não me peça pra ficar se você não sabe nem onde quer chegar. Meu violão é meu escudo, minha rima é minha cura Eu sou poesia pura, no meio dessa tua loucura. No meio dessa tua loucura... Eu mudei a frequência, mudei o meu tom Aprendi que o silêncio também pode ser um som bom. Lembrei de quando a gente dividia o fone de ouvido Hoje eu escuto o meu coração, ele faz mais sentido. Não vem com "saudade" às três da manhã no meu celular Eu tô ocupada demais tentando me reencontrar. O asfalto da cidade ainda tem o nosso cheiro Mas eu sou o meu próprio prêmio, nunca fui o teu passageiro. Pisa devagar que o terreno aqui é sagrado O futuro é logo ali, eu não vivo mais de passado. O que era nó, virou laço. O que era aperto, virou espaço. Eu me refaço em cada acorde, em cada linha que eu traço. E se o vento soprar pro lado de cá, eu vou deixar levar Não me peça pra ficar se você não sabe nem onde quer chegar. Meu violão é meu escudo, minha rima é minha cura Eu sou poesia pura, no meio dessa tua loucura. (É o meu cais...) (Pro teu caos...) Dessa vez, a rima termina em mim.
Tags
Rap mpb.melodia violão poesia acústica, rap, trap
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No
3/30/2026