

Prompt / Lyrics
Verso I A casa suspira no escuro, o chão conhece meus passos, a lua entra sem pedir e me encontra aos pedaços. Há um caderno sem destino aberto em cima da mesa, nele escrevo o que não coube na pressa da delicadeza. Pré-Refrão É tarde demais pra mentir, cedo demais pra partir, nesta hora sem nome aprendo a não fugir. Refrão Converso com quem eu fui quando a cidade se ausenta, a noite não me julga apenas senta e aguenta. Digo verdades sem forma, sem palco, sem perdão, há silêncios que só vivem quando se apaga a razão. Verso II O tempo bate nos vidros como quem pede abrigo, trago culpas emprestadas e deixo o resto comigo. Há promessas mal fechadas a sangrar devagar, não gritam, não exigem só cansaram de esperar. Pré-Refrão Não é tristeza inteira, nem coragem por fazer, é o peso exato da vida quando decide aparecer. Refrão Converso com quem eu fui sem pressa de resolver, há perguntas que respiram antes de desaparecer. Se o dia pede certezas e um rosto que convença alguém, à noite fico descalço e sou ninguém pra ser alguém. Ponte Talvez amanhã eu acorde com respostas no olhar, ou talvez siga adiante sem nunca as encontrar. Mas neste quarto suspenso onde o mundo não vem, sou menos o que inventei e mais o que sempre vem. Último Refrão (quase falado) Converso com quem eu fui quando tudo adormece, a noite não me salva mas ao menos me reconhece. Se viver é sustentar o que o peito não diz, nesta hora sem testemunhas aprendo a ficar em mim.
Tags
Slow fado (60–70 bpm), male voice, intimate and raw. Portuguese guitar, minor key, nocturnal mood, space and saudade.
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No
2/7/2026