[risada maléfica e aguda perverso e mal]
[Verso 1 (A Voz na Cabeça)]
O Sol da manhã queima na janela,
Mas na minha alma, a noite nunca sela.
Vozes frias em minha cabeça, um coro a me guiar,
Sussurram destinos que eu não quero aceitar.
[ sussurro] ("O que fazer?"), elas perguntam, eu já não sei mais...
Sinto o surto chegar, quebrando todas as paz.
De um lado, o Vazio, corrompendo a razão,
Do outro, o Sentinela, o poder na minha mão...
A mente me engana, o espelho não reflete quem sou,
Robert Reynolds, quem é você afinal? Eu desmorono aqui.
Refrão
"Eu sou a doença, sou a cura que falhou!
Um Sol sem calor que o Vácuo sequestrou!
Ouço vozes no meu sangue, não é mais sussurro, é um coro em rugido,
Estou caindo... e a queda não tem fim, só tem sentido.
Luz Dourada e trevas frias... meu destino é oscilar!
A cada batida do coração, eu sinto a mente me enganar!
Eu sou meu próprio VILÃO, sou o herói que enlouqueceu!
Meus sentimentos gritam 'Não!', mas o medo já venceu..."
[Verso 2 (O Medo e a Solidão)]
Dizem que carrego um milhão de sóis a queimar,
Um poder que nem deuses puderam igualar.
Mas essa luz... Essa luz só serve pra isolar.
Ninguém se aproxima, por medo do que posso libertar.
Meus amigos me veem como uma bomba-relógio,
E eu concordo, sou meu próprio flagelo e meu óbito.
Tento esconder, tento fingir que estou no controle,
Mas cada voo me aproxima do polo
Onde O Vácuo me espera, sorrindo em meu lugar,
Me lembrando que a escuridão é a única a me amar.
[Ponte]
Não me lembro do porquê, nem de como começou,
Só lembro que a paz... A paz nunca me encontrou!
O poder é a mentira, a insanidade é o efeito!
Queria ser o nada que o mundo já esqueceu!
Quem sou eu? Eu me pergunto, olhando para o abismo.
Sou a bomba atômica vestida em heroísmo!
O brilho nos meus olhos é o medo de quem não consegue parar,
O Vácuo sou eu! E ele está prestes a acordar!
[Refrão