BAMUBA BAMUBA BAMUBA
Sou África, berço do sol, onde tudo começou,
Terra de reis e rainhas, antes do nome que me deram, eu.
Do Nilo ao Zambeze corre sangue de Griot na canoa,
Minha pele é pergaminho, cada ruga é história à toa.
Em Kemet levantei pirâmides, ciência escrita em pedra,
Em Timbuktu guardei saber, tinta mais forte que espada.
*África, de pé! Tua coroa não tombou*
*África, respira! Teu ancestral te chamou*
*Dignidade corre em mim, não se compra, não se dá*
*Eu sou raiz, eu sou chão, eu sou quem vai ficar*
Sou Zulu, sou Yorubá, sou Bantu no atabaque,
Sou Amazigh no deserto, sou Xhosa no clique.
Me chamaram “perdida”, mas eu nunca me perdi,
Porque quem tem avó no fogo, sabe por onde ir.
*África, de pé! Tua coroa não tombou*
*África, respira! Teu ancestral te chamou*
*Dignidade corre em mim, não se compra, não se dá*
*Eu sou raiz, eu sou chão, eu sou quem vai ficar*
Vieram correntes e navios, trocaram meu nome no porão,
Mas meu nome verdadeiro ficou guardado na canção.
Sou filha de Nzinga, neto de Lumumba a gritar,
África não mendiga respeito, África é respeito no ar.
*África, de pé! Tua coroa não tombou*
*África, respira! Teu ancestral te chamou*
*Dignidade corre em mim, não se compra, não se dá*
*Eu sou raiz, eu sou chão, eu sou quem vai ficar*
BAMUBA