Entre montes e caminhos, onde a memória ficou,
Nasceu a terra que trago no peito por onde vou.
Gente humilde e de trabalho, de palavra e coração,
Que faz da força da vida a sua maior canção.
O Rio Ferreira serpenteia devagar,
Por entre campos verdes que o vento faz dançar,
E as serras encantadas guardam segredos sem fim,
Contando histórias antigas de quem nasceu aqui.
Calma lá que eu sou de Campo, oh rei,
Terra que levo comigo para onde irei.
Calma lá que eu sou de Campo, oh rei,
E não há pomba mais bonita do que a que encontrei.
Campo é alma, Campo é chão,
Campo mora no meu coração.
Calma lá que eu sou de Campo, oh rei,
E desta terra bonita jamais me esquecerei.
O escuro da ardósia foi sustento do povo,
Em tempos há muito idos deu esperança de novo.
Nas pedreiras ficaram marcas de suor e paixão,
Que ajudaram a erguer famílias de geração em geração.
E quando chega Maio em festa e devoção,
Segue o povo unido em procissão.
À Nossa Senhora da Encarnação se canta com fervor,
Pedindo paz e proteção, agradecendo o seu amor.
E as pombas de Campo têm um brilho especial,
Beleza no sorriso e uma força sem igual.
Trazem a doçura da terra, o encanto do luar,
E um jeito tão sincero que nos faz apaixonar.
São filhas desta freguesia, orgulho da tradição,
Guardam histórias e afetos dentro do coração.
Quem passa por esta terra depressa fica a saber,
Que uma pomba de Campo é difícil de esquecer.
E há um jeito de falar que só nós sabemos bem,
Trocando o "i" pelo "ê", como mais ninguém.
É o sotaque da terra, é maneira de sentir,
É Campo a falar alto, sem nunca se diminuir.
Calma lá que eu sou de Campo, oh rei,
Filho desta terra onde sempre voltarei.
Calma lá que eu sou de Campo, oh rei,
Onde a amizade vale ouro e a palavra é lei.
Das margens do Ferreira às serras de além,
Há pombas tão belas que não existem mais ninguém.
Campo mora na alma de quem por lá nasceu,
E quem conhece esta terra nunca mais a esqueceu.
Calma lá que eu sou de Campo, oh rei,
Terra de trabalho, de orgulho e de fé.
Entre o verde dos campos e o som do ribeiro,
Serei sempre de Campo, campense verdadeiro.