Cuidado, rapaziada, que o perigo tá na rua
Não é bicho-papão, nem lobisomem sob a lua
É uma coroa ligeira, vovó maratonista
Se você vacilar, ela te tira da lista!
Ela não quer sua carteira, nem seu celular
O alvo dela é embaixo, onde o bicho vai pegar.
Ela chega no sapatinho, com o olhar de malvada
E quando você vê... ZÁS! Foi a ovada!
(Refrão)
É a velha dos ovos, a terror do bairro
Se ela te pegar, você perde o sarro!
Arranca os ovos e ainda dá o "teque"
Bate no bumbum pra você virar moleque!
(Bate, bate no bumbum! Bate, bate no bumbum!)
(Verso 2)
Os marmanjos da vila tão tudo em pânico
O medo da vovó é pior que o mecânico!
Ela guarda o troféu numa sacola de feira
E ainda te dá um tapa pra deixar de bobeira.
O Seu Jorge correu, mas a panturrilha travou
Ela deu uma palmada que o coitado gritou:
— "Me devolve, Dona Zefa, eu preciso disso aí!"
Ela disse: — "Agora é meu, pode ir embora daqui!"
(Ponte)
— "Vem cá, lindinho! Deixa eu ver se tá maduro!"
(Som de tapa: PAFT!)
— "Ai, minha nossa senhora!"
(Final)
Se ver um coque branco e uma saia de chita
Não banca o herói, nem tenta dar uma de pica!
Protege a retaguarda, sai no desespero
Senão a Dona Zefa faz o seu omelete primeiro!
(Som de tapa sumindo... PAFT! PAFT! PAFT!)