[Verso 1 – suave, melódico]
Todo ano eu acordo, mas não me lembro
Te vejo nos meus sonhos, feito neblina no inverno
Carrego no pulso o brilho da lua
Você... o sol que me procura
[Pré-refrão]
Se cada vida termina igual
Por que esse amor é tão real?
[Refrão – mais forte e emocional]
A cada 17 anos, eu renasço pra te perder
Em pétalas voo no vento, sem você me entender
O tempo não muda o que eu sinto em mim
Mas a maldição não deixa ter fim
[Verso 2 – com mais dor]
Ângela quis o que nunca foi seu
E lançou o feitiço que o destino escreveu
Você me ama, e eu sei que é verdade
Mas viver... virou saudade
[Ponte – sussurrado, misterioso]
E no eclipse, a verdade se revelou
Pra quebrar o laço, um de nós se apagou
[Refrão final – mais intenso]
A cada 17 anos, eu te encontro e te perco
Mas hoje eu escolho o fim mais certo
Se não posso te amar por mil vidas assim
Na morte, enfim, você é meu fim
[Encerramento – poético, como um sussurro]
Se o amor é eterno, me espere além...
Nas cinzas, nas pétalas... eu volto também