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[Refrão]
Dedicando amor à lua, dedilhando melodias, melancolias
Minha alma nua procura cura nas entrelinhas
Versos flutuam na rua, noite escura me desafia
Mas sigo fiel na luta, rimando dor em poesias
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[Verso 1]
A cidade dorme, mas meu peito berra
Pensamento vago, vagando além da terra
O silêncio grita, escuto cada batida
Do coração que insiste mesmo sem ter saída
O copo vazio, mas a mente cheia
Sonhos quebrados nas curvas da mesma veia
Amores que deixei pra trás, sem despedida
Agora voltam em cada rima não resolvida
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[Verso 2]
A lua é confidente dos que sentem demais
Testemunha muda das noites que não voltam mais
O frio no peito é memória do que já foi
Mas rimo meu luto, é só assim que me reconstrói
A dor não me cala, me escreve com precisão
Transformo lágrimas em tinta e rimas em oração
Dedilhando minha dor, verso por verso, com calma
É o rap que costura os retalhos da minha alma