(Verso 1)
A oliveira chora, o céu se entristece
Na solidão, a prece, o peso da certeza
O suor de sangue, no rosto a escorrer
A alma angustiada, prestes a morrer
Eles dormem, cansados, a fé se esvai
Deixando o Filho sozinho com o Pai
Um cálice de dor, amargo a provar
A taça que a humanidade terá de tomar
(Refrão)
Mas Tua vontade, Pai, e não a minha
Que seja feita, essa é a única linha
O peso do mundo, sobre os ombros cair
Mesmo que a carne não queira, é hora de cumprir
E o medo se esvai, a força retorna
A escuridão avança, mas o amor se torna
A luz que guia, a chama que aquece
O Getsêmani se torna o lugar da prece
(Verso 2)
Os anjos se calam, em reverência e temor
Diante do Filho, envolto em imensa dor
O beijo da traição, a lágrima que cai
A entrega silenciosa, na presença do Pai
O clamor que se eleva, aos céus a alcançar
A súplica por força, para continuar
O corpo treme, o espírito em paz
Com a missão selada, a promessa que traz
(Ponte)
Ele viu cada face, cada alma perdida
E escolheu a dor, por dar a nova vida
A cruz que o espera, o preço a pagar
A esperança que surge, pra me resgatar
O plano divino, se cumprindo de vez
O sacrifício eterno, a maior prova de amor
(Refrão)
Mas Tua vontade, Pai, e não a minha
Que seja feita, essa é a única linha
O peso do mundo, sobre os ombros cair
Mesmo que a carne não queira, é hora de cumprir
E o medo se esvai, a força retorna
A escuridão avança, mas o amor se torna
A luz que guia, a chama que aquece
O Getsêmani se torna o lugar da prece
(Final)
E a paz inunda, a dor não mais existe
Só a certeza do amor, que em cada um consiste
Ele se levanta, o caminho vai seguir
Em direção à glória, e o futuro por vir.
Amém.