(Verso 1)
O vento corta o campo, o céu se fez cinzento
Uma mãe tombou no frio, sem um último alento
O pequeno ficou só, herdeiro da solidão
Um bater de asas frágil num imenso descampado chão
Do outro lado do monte, há um berço de palha vazio
Uma ovelha que balança o peito, chorando o filho que partiu
Dois lutos se encarando, no silêncio da invernada
Um órfão sem destino, uma mãe desolada.
(Pré-Refrão)
O pastor conhece a lida, ele entende o ritual
Sabe que o cheiro impõe o limite entre o bem e o mal
Se o órfão se aproxima, o instinto diz: "não é meu"
E a rejeição fere mais do que o sol que já morreu.
(Refrão)
Eis o Cordeiro que a vida entregou
Sua pele santa me agasalhou
Onde havia a marca da minha imperfeição
Ele estendeu o manto da aceitação
Não sou mais um estranho, perdi o meu temor
O Seu sacrifício me deu um novo Pastor
Pelo sangue do Filho, o Pai me escolheu
Sob a pele d’Ele, agora eu sou Teu.
(Verso 2)
O Pastor trabalhou no silêncio, sob a luz do luar
Tirou a veste daquele que não pôde respirar
Cobriu a minha nudez com a lã de quem se deu
E o cheiro da herança o abismo removeu
Agora me achego à fonte, sem medo de ser expulso
Pois o que o Pai sente é o bater do mesmo pulso
Ele não vê o meu erro, nem o meu passado ruim
O cheiro do Amado está sobre mim.
(Ponte)
É o mistério do esconder, o segredo de cobrir
Debaixo da Graça que me ensina a prosseguir
Não é sobre a morte, é sobre o novo abraço
É o sangue traçando o caminho de cada passo.
(Refrão Final)
Eis o Cordeiro que a vida entregou
Sua pele santa me agasalhou
Onde havia a marca da minha imperfeição
Ele estendeu o manto da aceitação
Não sou mais um estranho, perdi o meu temor
O Seu sacrifício me deu um novo Pastor
Pelo sangue do Filho, o Pai me acolheu
Sob a pele d’Ele... eu sou filho de Deus.
(Finalizar)
Aceito... Amado...
Revestido de Glória.
Protegido pelo Cordeiro de Deus.
Pelo Cordeiro de Deus.