Da laje, do pó, do suor que escorre
Vim pra dominar, meu bonde não morre
Mundo é meu palco, minha voz no refrão
Honda Civic na garagem, pro alívio da coroa no coração!
Lembranças de obra, sol na cabeça ardendo
Cimento nas mãos, o corpo todo moendo
De servente a pedreiro, cada tijolo no chão
Sonho de grandeza, movido pela paixão
Olhar pra minha coroa, cansada, ralada
Prometi pra ela, "essa vida, tá acabada!"
De barraco pra mansão, essa é a visão
Com meu funk, meu talento, sem caô, meu irmão!
Acredito no destino, na força que me guia
Da favela pro topo, é só questão de um dia
Não sou só mais um, com a mente de vilão
Sou a voz da periferia, com a rima na canção!
Da laje, do pó, do suor que escorre
Vim pra dominar, meu bonde não morre
Mundo é meu palco, minha voz no refrão
Honda Civic na garagem, pro alívio da coroa no coração!
Crítico de plantão, pode até falar
Mas a humildade e a fé me fazem avançar
Minha caneta é um fuzil, minhas palavras são tiros
Acerto em cheio, calando os inimigos!
Do asfalto quente, pras paradas de sucesso
Cada beat uma vitória, um novo progresso
Dinheiro no bolso, mas a raiz eu não esqueço
Sempre lembrando de onde eu começo!
Acredito no destino, na força que me guia
Da favela pro topo, é só questão de um dia
Não sou só mais um, com a mente de vilão
Sou a voz da periferia, com a rima na canção!
Da laje, do pó, do suor que escorre
Vim pra dominar, meu bonde não morre
Mundo é meu palco, minha voz no refrão
Honda Civic na garagem, pro alívio da coroa no coração!
Um dia a grana entra, as coisas vão mudar
Minha mãe vai descansar, vai poder ostentar
Não é só luxo, é respeito e dignidade
Mostrar pra esse mundo que a gente tem capacidade!
Da laje, do pó, do suor que escorre
Vim pra dominar, meu bonde não morre
Mundo é meu palco, minha voz no refrão
Honda Civic na garagem, pro alívio da coroa no coração!