Minha querida prima, te falo sem dó,
do fundo do peito, da alma, do nó.
Homem como o teu não é homem, não,
é sombra que foge, é falsa proteção.
Promete escudo, mas treme ao vento,
fala de força, mas vive no medo.
Na primeira ameaça, ele vira pó,
te deixa sozinha, te vende, te solta.
VERSO 2
Quando o perigo chega, ele se esconde,
fecha os olhos, foge, se esconde de onde?
Enquanto tu sangras, ele corre atrás
do próprio conforto, nunca olha pra trás.
Diz que te ama, mas ama a si mesmo,
te usa de abrigo, te joga no abismo.
Homem de verdade fica e enfrenta,
esse aí só mente, só foge, só tenta.
PRÉ-REFRÃO (crescendo)
Não tem peito, não tem voz,
não sustenta o peso de dois.
Quando a guerra bate à porta,
ele se cala… e te abandona morta.
REFRÃO (RAIVA TOTAL)
Homem como o teu é rato imundo,
rastejando no escuro, roubando do mundo.
Rato não luta, rato não fica,
rato se esconde quando a dor grita.
Os ratos roubam o comer e fogem,
não protegem os seus, só se escondem.
Rato corre, rato trai,
quando a morte chama, ele não fica, sai!
VERSO 3
Ele te prometeu casa, te deu prisão,
te falou de futuro, te deu solidão.
Quando precisaste de braço e chão,
só encontraste o eco da negação.
Homem que foge não merece respeito,
não merece nome, não merece peito.
Chamá-lo de homem é até ofensa,
rato é mais honesto na sua presença.
PONTE (gritada / quase falada)
OLHA PRA MIM!
ISSO NÃO É AMOR!
ISSO É MEDO VESTIDO DE PROMESSA!
Ele não te protegeu!
Ele não ficou!
Ele TE LARGOU!
REFRÃO FINAL (repetir / mais pesado)
Homem como o teu é rato imundo,
se esconde no buraco quando cai o mundo.
Rato não protege, rato não morre,
rato só corre… só corre… só corre…
OUTRO (lento, venenoso)
Ummm… ummm…
Agora sabes a verdade nua.
Quem foge da luta nunca foi teu,
nunca foi homem… nunca foi o teu proteger só sabe se esconder