Yeah…
Engraçado né?
Cê nasceu de uma… mas odeia todas
[Verso 1]
Saiu do ventre dela, chorando pedindo vida
Agora cospe veneno em qualquer que respira
Fala que é “lógica”, que mulher é problema
Mas quem te criou foi uma, qual que é teu dilema?
Cês paga de forte, de frio, de chefão
Mas treme quando vê mulher com opinião
Quer controle, silêncio, submissão forçada
Mas chama de “louca” quando ela não abaixa
Hipócrita do caralho, discurso reciclado
Quer respeito automático, mas nunca foi dado
Cê fala de valor, mas trata como objeto
Depois pergunta por que ninguém te quer por perto
[Pré-Refrão]
Cês criam o monstro e depois querem julgar
Mas dessa vez a gente veio pra confrontar
[Refrão]
Se eu nasci de uma mulher
Por que eu ia me calar?
Se cê vive da nossa força
Por que tenta apagar?
Sua fala é fraca, sua máscara caiu
O rei do argumento… que nunca existiu
Cê odeia mulher? então olha no espelho
Sem uma… cê nem tava aqui, parceiro
[Verso 2]
Cês fala “nem todas”, mas age igual padrão
Desmerece, diminui, depois pede atenção
Quer uma santa em casa e outra na rua
Mas se ela faz igual, cê chama de puta
Dupla moral estampada na cara
Quer liberdade só quando te ampara
Mas quando é ela vivendo a própria vida
Cê surta, cê julga, cê perde a medida
Eu cresci vendo isso, cansei dessa porra
Homem fraco que cresce pisando em mulher foda
Mas agora mudou, escuta o recado
A geração calada virou seu pesadelo armado
[Ponte]
Não é vingança vazia…
É memória, é história
É cada voz silenciada
Voltando com força agora
[Refrão Final]
Se eu nasci de uma mulher
Nunca vou me curvar
Pra quem vive de ódio
Mas depende pra existir, tá?
Cês gritam alto, mas é desespero
Medo de perder o falso poder inteiro
O jogo virou, e cê sentiu
A voz que cê calou… agora te engoliu