Ummm… ummmm… ummm…
Chego a casa com dores no corpo, mulher,
o silêncio pesa mais que o chão a ceder.
Oi… que bagunça é essa, espalhada no ar,
todo o mercado da vida caiu fora do lugar.
Oi… oi… oi…
dizes que a bagunça é minha, que eu não sei cuidar,
mas no meio do caos há marcas que não sei negar.
Há marcas de traição gravadas no olhar,
há marcas do fim que tentas disfarçar.
E é… e é… e é… mesmo assim,
finjo não ver pra não me perder de mim.
A mesa fria, o prato por lavar,
o amor cansado já não sabe ficar.
Ummm… ummmm…
As paredes escutam o que a boca não diz,
promessas quebradas espalhadas por aqui.
O relógio anda, mas nós não andamos mais,
dois corpos juntos, destinos desiguais.
Oi… oi… oi…
Dói mais o que não foi dito do que a discussão,
dói ver teu corpo longe, perto só na ilusão.
Há marcas no lençol, há marcas na mão,
há marcas do adeus antes da separação.
E é… e é… e é… mesmo assim,
ainda procuro restos do que fomos enfim.
Entre dores no corpo e cansaço no peito,
sei que este amor chegou ao seu limite imperfeito.
Ummm… ummmm… ummm…
Se este é o fim, que venha devagar,
porque já sofri demais pra ainda implorar.
Há marcas de traição, há marcas do fim,
e é… e é… e é… mesmo assim. E é eeeeee eeee sim eeeee