Teu nome ainda mora na minha agenda,
Mesmo que a vida viva em outra lenda.
O tempo passa, mas não me convence,
Que amor de verdade some e não sente.
Tua xícara ainda tá na mesa,
E a saudade virou minha fortaleza.
Falo com o vento, finjo que é você,
E todo dia é quase sem querer
Eu não segurei, mas também não soltei,
Fiquei no meio de tudo o que eu sei.
Não sei se cê volta, não sei se acabou,
Só sei que esse amor em mim não passou.
Tô te esperando no mesmo lugar,
Com as mesmas luzes e o mesmo olhar.
Com mil desculpas que eu não te falei,
E os “fica” engasgados que eu guardei.
Tô te esperando, mesmo sem razão,
Mesmo doendo esse coração.
E se o destino quiser te trazer,
Tô inteira aqui… pra te reconhecer.
Me disseram: “segue, a vida chama”,
Mas como é que eu fujo do que ainda inflama?
Cê foi embora, mas deixou raiz,
E tudo em mim ainda quer ser feliz.
Teu casaco pendurado ainda espera,
Mesmo que a porta nunca bata a vera.
Eu sigo firme entre o sim e o não,
Feito ponte quebrada no meu coração.
Não criei castelo, nem vivi de ilusão,
Mas tua ausência pesa na minha canção.
E entre tantos amores que eu poderia inventar,
Ainda escolho… te esperar.
Tô te esperando no tempo que dá,
No espaço vazio que cê deixou lá.
Nos dias nublados que o sol não vem,
E nas noites longas que não passam bem.
Tô te esperando sem me prometer,
Que vai voltar ou que vai entender.
Mas se cê vier, vai saber no olhar:
Que eu te esperei... sem nunca parar.
E se for loucura, deixa ser assim,
É que ainda cabe você em mim.
Não tô parada, mas também não fui,
Te esperando, foi como eu construí…
Tô te esperando sem pressa de ter,
Porque aprendi que amor é saber.
Saber ficar mesmo sem direção,
E ainda assim estender a mão.
Tô te esperando como quem amou,
E mesmo perdido... nunca apagou.
Se um dia cê lembrar de voltar,
Meu coração...
Vai te encontrar.