Tenho uma prima loura,
cabelo dourado ao sol,
quando o som começa a tocar
ela esquece tudo ao redor.
O mundo pode estar pesado,
cheio de regra e opinião,
mas quando a música chama
ela escuta o coração.
VERSO 2
O passo nasce no chão,
o corpo segue o tambor,
não é fuga nem rebeldia,
é só vontade de amor.
Ela dança porque sente,
não dança pra provocar,
dança pra se sentir viva,
pra aprender a respirar.
REFRÃO
Ela não quer ficar presa,
nem no quintal, nem no sofá,
ela quer a rua acesa,
quer a noite pra dançar.
Não quer viver escondida,
nem calar o que sentiu,
ela quer viver a vida
do jeito que sempre quis.
VERSO 3
Quando a banda puxa a lambada,
o sorriso vem primeiro,
gira leve, gira solta,
como quem esquece o medo.
Não é só dança, é caminho,
é resposta sem falar,
cada passo é um destino
que ela escolheu trilhar.
VERSO 4
Dizem “fica”, dizem “para”,
dizem “isso não é lugar”,
mas quem nasceu com esse fogo
não nasceu pra se apagar.
Ela quer amor sincero,
sem promessa de prisão,
quer carinho verdadeiro
e respeito no olhar, então…
REFRÃO
Ela não quer ficar presa,
nem no quintal, nem no sofá,
ela quer a rua acesa,
quer a noite pra dançar.
Não quer viver escondida,
nem calar o que sentiu,
ela quer viver a vida
do jeito que sempre quis.
PONTE
Se amanhã o dia for duro,
se o mundo tentar pesar,
ela aumenta o som bem alto
e deixa o corpo falar.
Porque dançar também é luta,
também é dizer “eu sou”,
é gritar sem usar palavras
que ninguém lhe tirou o amor.
ÚLTIMO REFRÃO
Ela não quer ficar presa,
quer o vento, quer o chão,
quer a música correndo
feito sangue no coração.
Livre, leve, verdadeira,
ninguém vai lhe definir,
ela dança a própria história
e escolhe como existir.