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🎤 Título: Voz da Favela
(Verso 1)
Cresci na quebrada, entre becos e vielas,
Onde o sistema só enxerga as mazelas,
Drogas na esquina, juventude iludida,
Mas quem trouxe esse pó não nasceu na minha vida.
A polícia chega, já com dedo no gatilho,
Pele preta vira alvo, não precisa de trilho,
Enquanto no Leblon tem boy cheirando na pista,
Mas só o favelado é o nome da “lista”.
(Refrão)
Diz pra mim, quem lucra com essa guerra ilegal?
Criminalizam preto, chamam de marginal,
Enquanto o racismo se esconde no jornal,
A injúria racial virou cena normal.
(Verso 2)
Tô cansado de ouvir: "Você tem cara de ladrão",
Só por ter a pele escura e andar com o boné na mão.
Quantos irmãos tombaram só por um estereótipo?
Quantas mães chorando, vítimas do ódio hipócrita?
A justiça é cega? Só se for de um olho só,
Porque pesa mais no preto, no pobre, no pó.
Querem calar nossa voz, mas aqui tem resistência,
Rap é nossa arma, palavra é nossa ciência.
(Refrão)
Diz pra mim, quem lucra com essa guerra ilegal?
Criminalizam preto, chamam de marginal,
Enquanto o racismo se esconde no jornal,
A injúria racial virou cena normal.
(Verso 3)
Não é sobre vitimismo, é sobre realidade,
Sobre corpos negros virando estatística na cidade.
Não aceito mais silêncio, nem omissão,
Se a cor da pele é crime, então a lei tá na contramão.
Vamo virar esse jogo, consciência no pulso,
Cada verso que eu cuspo é justiça no impulso.
Enquanto tiver racismo, eu vou escrever,
Porque um povo sem voz, nunca vai vencer.
(Final)
Se o sistema nos mata, a arte nos ressuscita,
Cada rima é ferida, cada beat é conquista.
Na favela tem dor, mas também tem saber,
E um povo unido, ninguém vai deter.
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Se quiser, posso adaptar o estilo, mudar o tom ou transformar esse rap em vídeo ou música com batida também. Quer?