(Verso 1)
No 37 pela manhã,
Romeo entra com passo firme e sereno.
Aparelho na mão, um bip suave no ar,
A verificar bilhetes com um sorriso pequeno.
Julien surge leve, quase a flutuar,
Magro, inquieto, cabelo a despentear.
Olhos curiosos, barba por arrumar,
E num segundo o destino começa a chamar.
(Pré-Refrão)
Entre Trogir e Split, no balanço da estrada,
Dois mundos tão diferentes, a mesma jornada.
(Refrão)
Oh Romeo, meu gigante do mar,
No teu autocarro eu aprendi a amar.
E Julien sussurra sem sequer tentar,
“Na linha 37 tu és o meu lugar.”
(Verso 2)
Romeo valida bilhetes, mas valida o olhar,
Cada vez que Julien decide o banco escolher.
O grandalhão finge que não está a reparar,
Mas o coração dele começa a tremer.
Julien sorri, tímido, meio torto,
Perdido naquele uniforme azul.
E Romeo pensa: “Se isto é amor…
então o destino hoje mudou o meu rumo."
(Pré-Refrão)
Entre Kastela e Solin, a vida a rodar,
E um encontro improvável começa a brilhar.
(Refrão)
Oh Romeo, meu gigante do mar,
No teu autocarro eu aprendi a amar.
E Julien sussurra sem sequer tentar,
“Na linha 37 tu és o meu lugar.”
(Ponte)
E quando o motor descansa na estação,
O silêncio faz mais barulho que o coração.
Romeo diz: “Queres dar uma volta a pé?”
Julien responde: “Só se for contigo—é.”
(Refrão final)
Oh Romeo, meu farol a guiar,
No teu caminho eu quero sempre ficar.
E Julien abraça, pequeno a tentar,
Mas cabe certinho no mundo do gigante amar.
(Outro)
Do Trogir ao fim do dia,
A Promet Split não sabia,
Que a linha 37 ia mudar…
— e virar poesia.