“São Coisas da mente”
I
Entrei no trem fantasma da minha própria cabeça,
a passagem era barata e , a viagem era bêsta .
As janelas mostravam um mundo que não existe,
um sol que chora lágrimas e , uma lua que sorria triste.
[ponte]
Crianças brincando com relógios de areia,
parando o tempo , tipo sangue na vêia.
Um homem vendia o futuro na esquina da ilusão,
e o pagamento , era a sua mente ... meu irmão!
[Refrão]
Se a vida é um labirinto, eu não corro, eu invento,
faço ponte com palavras , que estão no pensamento.
[ponte]
Na avenida do silêncio, ouvi gritos de esperança,
cada muro derrubado , era tijolo de criança.
Um mendigo me dizia , que era rei em outro plano,
e, que o trono dele era feito, de tecidos de cigano .
[pré refrão]
O mar virou grafite nas paredes da cidade,
e as ondas escreveram versos sobre a liberdade.
Até os anjos pararam pra rimar na passarela,
vestindo tênis sújo e camiseta amarela.
[Refrão]
Se a vida é um labirinto, eu não corro, eu invento,
faço rimas com palavras que estao no pensamento.
[Ponte]
Eu vi um cego enxergando com os ouvidos,
um surdo dançando no batuque dos sentidos.
Vi o ódio pedindo paz de "joelhos" no chão,
e a guerra escrevendo “desculpa” com a própria mão.
[Refrão final]
É só mais uma viagem, que colocam coisas na mente da gente.
[ponte final]
a gente sentado na praça, bebendo cachaça , naquela fumaça.
era elefante pulando de galho em galho ,
vácas nadando na areia .
aranhas jogando baralho e um gato grudado na têia !