Aham. É isso.
É sobre escolher a própria rota.
Sem precisar ser o vilão da história, tá ligado?
Escuta só...
Acordo cedo, olho pro espelho, a mente a milhão,
O mundo cobra que eu seja de pedra, mas eu tenho coração.
Dizem que pra vencer na pista, cê tem que ser o vilão,
Mas eu recuso essa fita, sigo na contramão.
O medo bate na porta, traz neurose e ansiedade,
Tentando roubar minha paz, ofuscar minha verdade.
Mas eu respiro mais fundo, mudo a rota da cidade,
Não preciso ser o mal pra provar minha capacidade.
E eu só quero ser feliz, um dia de cada vez,
Superar os meus fantasmas, desfazer o que me fez
Pensar que a vida é só guerra, só espinho e rigidez.
Eu planto a paz na minha terra, e agora é a minha vez!
(Agora é a minha vez, aham)
A rima corta tipo espelho, mas a guerra é interior,
Pra curar o que tá doendo sem precisar causar dor.
Não preciso de fachada, de marra ou de caô,
Quem é de verdade sabe onde a essência parou.
Eu vi moleque se perdendo pra tentar se afirmar,
Vestindo uma armadura pesada que não dá pra carregar.
Meu foco é outro caminho, meu destino é decolar,
Com a consciência limpa quando a noite chegar.
É isso aí.
Superando o medo, sem passar por cima de ninguém.
Um dia de cada vez.