(Intro - Guitarra distorcida, bateria pesada e lenta, baixo marcante)
(Verso 1)
O espelho me devolve um estranho sem valor
Olhos vazios, alma em descor
Cada batida do meu peito é um lamento
Preso nessa casca, em puro tormento
O ar que respiro, me sufoca devagar
Queria sumir, em cinzas me tornar
Mas a covardia me amarra ao chão
Mais um dia na cela da solidão
(Refrão)
Ódio que me rasga, ódio que me cega
O mundo é um monstro, a vida uma prega
Quero o fim, o silêncio, a escuridão
Mas a faca pesa, e falta a decisão
Sinto desprezo por quem sou, desprezo pelo que vejo
Afundado nesse abismo, sem desejo
(Ponte - Ritmo acelera um pouco, bateria mais agressiva)
(Verso 2)
As vozes na cabeça, um coro a me julgar
Dizem que sou fraco, que devia acabar
E a cada insulto, eu concordo em silêncio
Pois a única verdade é esse sofrimento intenso
Vejo a felicidade alheia, sinto nojo e dor
Um buraco negro em vez de um coração
Por que não fui eu, o escolhido pra sumir?
Por que insisto em respirar, em existir?
(Refrão)
Ódio que me rasga, ódio que me cega
O mundo é um monstro, a vida uma prega
Quero o fim, o silêncio, a escuridão
Mas a faca pesa, e falta a decisão
Sinto desprezo por quem sou, desprezo pelo que vejo
Afundado nesse abismo, sem desejo
(Guitar Solo - Melodia distorcida e carregada de angústia, com notas longas e um vibrato intenso, transmitindo desespero e raiva)
(Ponte 2)
Maldita seja a força que me prende aqui
Maldita seja a luz que insiste em vir
Maldito seja o medo que me faz recuar
Enquanto a alma grita por um lugar
(Refrão)
Ódio que me rasga, ódio que me cega
O mundo é um monstro, a vida uma prega
Quero o fim, o silêncio, a escuridão
Mas a faca pesa, e falta a decisão
Sinto desprezo por quem sou, desprezo pelo que vejo
Afundado nesse abismo, sem desejo
(Outro - Música desacelera, distorção permanece, baixo pesado e lento, um último acorde arrastado e dissonante que se desvanece no silêncio)
Sem coragem... apenas ódio...
(Silêncio total)