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🌊 A Vida do Português no Mar – Versão Expandida 🌊
Ummm ummm ummm…
Muitos anos já se foram,
e hoje quase ninguém recorda
a vida simples e sofrida
do português que partia
com a alma presa à proa
e o coração preso à família.
Saíam a navegar sem motor,
só o vento como companhia,
mãos feridas pela corda,
olhos queimados de vigia.
No silêncio do amanhecer
o mar dizia o seu nome,
e cada onda que batia
era promessa… ou era fome.
Alguns tinham o destino marcado,
a esperança era pouca, quase nada,
mas mesmo assim erguiam-se fortes,
porque o mar nunca aceita fraqueza,
e a coragem ali era espada.
Uns chegavam cansados, vivos,
com histórias que ninguém contou,
outros ficavam para sempre
debaixo do véu que o oceano levou.
Tudo passou…
memórias rasgadas pelo tempo,
lembranças que ninguém mais quer saber,
como se o sal tivesse apagado
a dor, o medo, e até o perder.
Mas o mar não esquece…
o mar guarda tudo no fundo,
os gritos, as preces, os risos,
o frio da noite sem mundo.
Foi ali, no meio das ondas,
que o português se formou,
entre tempestades que rasgavam velas
e noites longas que ninguém chorou.
Cada homem era só um ponto
perdido na imensidão azul,
mas dentro deles ardia o fogo
que nem a morte tornou nulo.
Porque eles foram filhos do oceano,
foram sombra, foram paixão,
foram sonho que o vento segurou
e saudade que nunca diz não.
E mesmo que hoje ninguém lembre,
mesmo que a história adormeça,
há sempre um eco na maré,
uma voz que o tempo não despeça:
“Eu fui força feita de sal,
fui coragem nascida da dor,
fui alma que o mar levou consigo,
fui lágrima que o vento guardou.”
Ummm ummm ummm…
E assim a vida seguiu,
entre partidas sem promessa
e regressos quase sem cor,
mas o mar — eterno guardião —
ainda chama pelo português,
porque ali, entre o céu e o abismo,
foi onde ele aprendeu a ser quem é.