era luz no templo,
olhar sereno, passos no chão
Cabelo ao vento, fé no peito,
não conhecia a maldição
Promessas feitas aos deuses,
silêncio frio no altar
Quando o grito virou culpa,
ninguém quis escutar
Pré-refrão
Punida por um crime
que não foi ela quem cometeu
O amor virou castigo
e o céu se esqueceu
Refrão
Medusa, não olhe pra mim
que eu vejo a dor que te fez assim
Transformaram teu choro em medo
teu rosto em lenda, teu nome em segredo
Medusa, teu olhar virou prisão
mas teu coração ainda é humano, não
Quem é o monstro nessa história afinal?
Verso 2
Serpentes tomam seus cabelos,
espelhos viram proteção
Não por ódio, mas por medo
do mundo e da condenação
Chamaram de besta, de demônio,
sem ouvir tua versão
Mas cada pedra no caminho
já foi alguém sem compaixão
Pré-refrão
Se o poder nasce da dor
então você é furacão
Sobreviveu ao abandono
e à própria transformação
Refrão
Medusa, não olhe pra mim
que eu vejo a dor que te fez assim
Transformaram teu choro em medo
teu rosto em lenda, teu nome em segredo
Medusa, teu olhar virou prisão
mas teu coração ainda é humano, não
Quem é o monstro nessa história afinal?
Ponte
Se eu te encarar sem julgamento
sem espada, sem querer provar
Talvez teus olhos não matem
talvez só queiram descansar
Último Refrão
Medusa, filha do silêncio e da verdade
Te chamaram de maldade
pra esconder a própria crueldade
Medusa, teu nome ecoa até hoje
não como medo, mas como voz
de quem sobreviveu quando o mundo foi cruel