Ó Camões, poeta do vasto mar,
Teu verso ecoa onde o vento está.
Nas ondas bravas, o teu olhar,
A alma de Portugal a cantar.Teu fado traças com sal e luz,
Caravelas sonham onde a dor conduz.
No peito guardas um eterno amor,
Um povo forte, um grito de ardor.[Refrão]
Camões, voz do coração,
Teu lume guia a nossa nação.
Com rimas vives, sem nunca fim,
Portugal é o teu jardim![Estrofe 2]
Nos teus "Lusíadas", o mar é rei,
Os sonhos voam onde a saudade sei.
Teu verso chora, mas não se cala,
É fogo preso que o tempo embala.De Goa a Lisboa, o teu vagar,
Um eco preso entre céu e mar.
Teus olhos viram o que ninguém viu,
Um hino eterno que em nós se abriu.[Refrão]
Camões, voz do coração,
Teu lume guia a nossa nação.
Com rimas vives, sem nunca fim,
Portugal é o teu jardim![Ponte]
Ó lira d’ouro, que não se apaga,
Teu canto é rio, é dor, é saga.
Na brisa leve, na tempestade,
Tua palavra é a nossa verdade.[Refrão Final]
Camões, voz do coração,
Teu lume guia a nossa nação.
No mar, na terra, no céu sem fim,
Portugal é o teu jardim![Coda]
Ó Camões, eterno trovador,
Teu verso é vida, é luz, é amor.
Na alma lusitana hás de morar,
Camões, poeta do nosso mar.