[Intro: Solo de Acordeon Rápido]
[Verso 1]
Mendigo desprovido... sem lar... sem abrigo,
Presença que incomoda... causando um mal-estar.
Em quem lança o olhar... por não ter onde estar,
Pois em nenhum lugar... ele pode entrar.
Seja loja, restaurante ou bar!
[Verso 2]
O seu único direito... é o seu papelão,
Deita na calçada... sua cama é o chão!
[Vocais em Grupo: É o chão!]
Ele é o descaso da nação... que situação!
Um desafortunado que não vale um tostão,
Vive à custa das migalhas... que alguém coloca em sua mão.
É chamado de espalha-lixo...
Nem no descarte dos outros ele pode pôr a mão!
O seu banheiro é o chão...
Essa é a triste realidade de um mendigo chamado João.
[Verso 3]
Faz a necessidade... em qualquer lugar,
Quem não quiser ver... é só desviar o olhar!
Mas uma mulher... pro guarda denunciou,
O guarda chegou... o cacetete levantou!
[Ponte: Música fica tensa]
[Guarda]: — "Guarda essa pingola agora!"
Mas o João parou... e não foi embora.
[João]: — "Eu posso até guardar... se o senhor me respeitar! E o nome certo... o senhor terá que falar!"
[Parada Brusca / Bateria Para]
[Diálogo]
[Guarda]: — "E qual é o nome... que eu tenho que chamar, então?"
[João]: — "É... MANGUEIRA... Capitão! Preste atenção!"
[Guarda]: — "Mangueira? ... Mas mangueira por quê?"
[João]: — "Porque seu guarda... em qualquer lugar que eu vá, não posso fazer. Se eu guardar agora... o senhor vai ver, como é triste o que eu tenho a dizer... A água do seu olho... você vai ver escorrer!"
[Refrão: Acordeon em Alta Energia]
O guarda esperto... a piada entendeu,
E o pobre do João... apanhou pra valer!
Mas um advogado... que passava por perto,
Processou o Estado... e fez o que é certo!
[Outro: Final Festivo]
Com o dinheiro... da indenização,
O mendigo João... comprou seu barracão!
Saiu da calçada... já virou patrão,
Segura a mangueira... no seu casarão!
[Vocais em Grupo: Tá de patrão! Tá de patrão!]
[Final: Riff Rápido de Acordeon]