Uuuuu… uuuuuu…
Mmmmm… mmmm…
Ssssss… o som da cobra no chão…
[Verso 1]
Chefe, lembra-te bem do que disseste
Cada palavra foi veneno que ofereceste
Sorriso falso, língua bifurcada
Cobra disfarçada, alma envenenada
Espalhaste o mal gota por gota
Veneno lento, ferida que não nota
Misturaste nomes, misturaste dor
Tentaste matar-me sem mostrar o ardor
[Pré-Refrão]
Mas eu fiquei calmo, firme, atento
Conheço o tempo, conheço o vento
A cobra rasteja, pensa que manda
Mas o caminho fecha, a verdade anda
[Refrão]
O teu dia vai chegar, podes acreditar
Quem vive de veneno acaba por provar
A cobra que morde no escuro da traição
Um dia sente o peso da própria mão
O teu dia vai chegar, não há como fugir
O veneno que espalhaste vai-te atingir
Lei da vida, lei do chão
Quem pica com veneno, cai pela traição
[Verso 2]
Cobra fala baixo, ataca sorrindo
Mas eu vi os olhos, vi-te fingindo
Tentaste arasar, ver-me no pó
Mas eu cresci mais forte em cada nó
Veneno no copo, veneno na voz
Palavras afiadas contra nós
Mas eu não bebi, deixei passar
Sabia que a dose ia voltar
[Ponte]
Toda cobra troca de pele
Mas não muda o coração
O veneno fica no sangue
Corre na mesma direção
Podes rastejar, esconder a mão
Mas o rastro fica no chão
Quem vive a ferir na sombra fria
Encontra o espelho no fim do dia
[Refrão]
O teu dia vai chegar, está escrito
Cada passo falso fica dito
A cobra cai na própria armadilha
O veneno volta em cada trilha
[Outro]
Uuuuu… mmmmm…
Cobra cansada, veneno vazio
Eu sigo limpo, cabeça fria
O teu dia chega…
Não é ódio, é justiça tardia. Taardiiiaaa