[Verso 1]
Pendurei minhas costelas no relógio,
cada segundo mastiga outro pedaço.
As veias escrevem mapas invisíveis,
que nunca levam ao mesmo espaço.
Meu pulso dobra o teto do tempo,
costurando rachaduras na luz.
Há um animal dormindo no peito...
e ninguém pergunta quem o seduz.
[Pré-Refrão]
Escuto engrenagens respirando
embaixo da minha pele.
Quanto mais tento ficar parado...
mais alguma coisa cresce.
[Refrão]
Meu coração dispara no meu corpo,
como se quisesse escapar de mim.
Ele bate contra constelações,
quebrando o silêncio sem ter fim.
Cada pulsação muda de formato,
como vidro tentando florir.
Se meu peito abrir durante a noite...
será que o céu vai me engolir?
[Verso 2]
Colecionei eclipses nas artérias,
agora o sangue brilha ao contrário.
As estrelas atravessam meus ombros
como um idioma imaginário.
Os meus ossos aprenderam música,
tocada por fios de eletricidade.
Meu reflexo esqueceu meu nome...
antes da realidade.
[Ponte]
Não desliguem as luzes...
elas escutam o que eu escondo.
Se o eco encontrar meu peito...
ele nunca mais volta ao mundo.
[Refrão Final]
Eu caio...
Eu volto...
Eu desapareço...
Eu caio...
Eu volto...
Eu desapareço...
Eu caio...
Eu volto...
Eu desapareço...
Eu volto
Eu...caio...
(a voz ecoa e vai ficando cada vez mais distante)
Eu desapareço...
(Voz ecoa)
(Voz Angélical)
"Às vezes, o coração não tenta nos manter vivos... ele só tenta provar que ainda estamos aqui."